segunda-feira, 5 de janeiro de 2009

"De beijar na boca...

me tornei poeta."


E lá vai/vem, direto do meu velho diário(o bloco de notas do windows) mais das poesias que revelam etapas da construção do meu ser, ou não...

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Sou tão espontanêo
Que se fosse verdadeiro
Não me reconheceria

Ou, ao menos, a parte consciênte de mim
Não me reconheceria
Pois essa é, por sua natureza, falsa
E falso sou eu quando sou consciênte
Eu sou consciênte
Eu sou falso
Eu não sou eu
Eu não me reconheço
Sou falso e verdadeiro
Sou eu e não sou
Assim o eu preso no espelho me vê
Assim eu me vejo, preso no espelho

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A vida é minha morte homeopática
De pouquinho em pouquinho
Eu tenho uma morte drástica
Cada segundo é como o fragmento de uma bala
A cada minuto eu sofro uma pancada

Todo dia é o mesmo remédio
Pra salvar minha morta-vida
Daquele mesmo tédio
A cada hora eu caio de um avião
E seu sorriso me atinge

Acerta o meu peito e dilaçera meu coração
O seu olhar é meu caminho 
Eu não vou sair da estrada
Proucurei onde sabia que não havia nada
Encontrei só mais um dia, mais uma página virada

Me estende a mão
Eu não vou te puxar pro meu buraco
Fica comigo e morreremos juntos como meus hérois
Morreram todos de overdose
De vida

12 Comments:

  1. Camila :) said...
    nindo demaais *.*
    haa feliz ano novo!!

    bejoos
    Tiago P. said...
    Muito bons seus poemas.

    E todos consideram q o fruto proibido é a maçã. Se era ou não... tanto faz. ^^ tanto q eu nem ia citar o ocorrido no post.

    Mas valew pelo comentario.
    Vc é um dos pokos leitores q tem algo a dizer d fato.
    Celamar Maione said...
    Ceres....
    De poeta e louco todo mundo tem um pouco !
    Quer dizer que a otária é ela ?
    Eu sei...risos.
    Excelente 2009 !
    Beijão
    :D Yuri"! said...
    oO Dramáticooooo !!!!!!!
    T_T tô me acabando em lágrimas akê.
    Rodz! said...
    Este comentário foi removido pelo autor.
    Rodz! said...
    Só um comentário....

    parabéns, muito bom, coisa de profissional cara. Em especial o último, tem um tom niilista, mas os últimos versos são de certa forma esperançosa
    gostei.

    isso que era pra ser só um comentário... uahuhahua
    Cibele said...
    Olá, Victor.
    Seus poemas são ótimos. Adorei principalmente o primeiro, não estou desmerecendo o segundo que, por sinal, é ótimo também. Mas o primeiro me tocou mais.

    Beijo na alma,
    Paz profunda.
    Amiga do Cafa said...
    "Eu não me reconheço".
    Ás vezes eu também não.
    E a vida é essa coisa assim meio que em doses homeopáticas. Sofrimento em conta gotas.
    Continue acompanhando.
    Abração
    Dani said...
    Adoorei as poesias ^^
    Super lindas! HEHE
    Ah, sobre as ligações que não falam nada, não ligam pra mim não! xD
    Eu que imagino elas e escrevo =D
    Mundo Cólica said...
    oh,seu segundo poema lembrou cazuza(meus herois morreram de overdose-ideologia...) e teatro mágico(meu vida inteira é meu dia inteiro...todo dia de manhã é nostalgia das besteiras que fizemos ontem-de ontem em diante).tu curte?

    oh,eu escrevo alguns poemas(dois foram publicados no inicio do blo),mas sou ruim nisso,acho que sou melhor com cronicas.

    beijos =*
    Flávia said...
    respondendo o que vc perguntou lá no blog, eu uso o script desse site aqui: http://www.codigofonte.com.br/codigo/js-dhtml/diversos/desabilitar-botao-direito-e-selecao-de-texto

    Tenta e depois me diz se deu certo ;)

    Beijo!
    Nina Vieira said...
    Que mais há para mencionar?
    A poesia eh uma tradução de si mesmo. Não há nada mais a dizer.

    Gostei daqui., Está linkado.

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