sábado, 5 de setembro de 2009

Há um tipo de gente...

que não pode ser esteriotipado. Ele era desses. Não por escolha, nem gosto, só não se adaptava a outra forma de ser, embora, às vezes, tentasse¹...

-- 1 -- flashback

Dia nostálgico, mais uma aventura que chega ao fim, mais uma relação que morre antes que fique forte demais. No início ele ficava deveras triste, agora já era habitual.
Havia decidido mudar, fazer como todo mundo faz. Logo mais, a noite, iria a festa do sábado a noite. Passou no mercado, pensou em levar um vinho e um queijo, mas estava decidido, pegou vodka e energético. Já saindo, passou pela adega e cruzou o olhar com o de Júlia, ela sorriu. Olhos de ressaca, ar de quimera, sorriso monalisa, e seu pensamento todo nela. Pensou em voltar, pela necessidade que às vezes temos de fazer uma idiotice qualquer. Sabia que iria terminar mal, durasse uma noite ou um mês. Estava certo.

Ainda que queira, o Homem não pode fugir de sua natureza².

-- 2 -- fábula

O Sapo e o Escorpião
O Escorpião não podia mais ficar ali, precisava atravessar o rio, não podia espera-lo secar, tampouco. Avistou um Sapo e a ele foi pedir ajuda.
-- Sapo, preciso de sua ajuda, imploro-te que ajude-me a atravessar o rio.

-- Lamento, Escorpião, mas ainda que eu queira ajudar-te, fazê-lo seria suicidio, pois tú picar-me-ia.
-- Não sejas tolo, caso eu te picasse, ambos afundariamos e pereceriamos no fundo do rio.
Convencido pela lógica do Escorpião, o Sapo cedeu a seu pedido e o carregou em suas costas para que atravessassem o rio. À meio caminho da margem de chegada, o Sapo sentiu uma ardente picada em suas costas, que mais doía pela dor de ter sido traído.
-- Porque, Escorpião, porque? Agora afundaremos ambos.
-- Sinto muito, Sapo, mas é minha natureza
.

... Desistindo de ser alguém que não a si mesmo, conheceu Ciça...

[Memórias distorcidas de uma mente confusa -- Parte I]

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